Silvino Pirauá de Lima nasceu em 1848 no município de Patos em Pernambuco, na seca de 1898 migrou para Recife.
Era chamado de "O enciclopédico" pelo seus contemporâneos. Seguidor de Francisco Romano Caluete, percorreu com ele vários Estados como o Pará, Amazonas e Maranhão, e recriou o célebre desafio ocorrido em Patos entre seu mestre e Ignácio da Catingueira, que teria durado oito dias. Aparece como o introdutor do romance em versos no cordel, tocava a viola muito bem e as vezes improvisava seus versos. Parece ter servido de base à observação de Mário de Andrade de que haveria um certo “pernosticismo deliciosamente irritante nos cantadores de cordel”, a maneira sofisticada como os poetas da mesma estirpe deste compunham assuntos variados.Morreu cantando, na cidade de Bezerros (Pernambuco) em 1913, vitima da varíola.
Um dos seus poemas mais famosos é a “História de Crispim e Raimundo”, escrito e publicado em 1909, numa empresa tipográfica maranhense, em que Silvino faz uma incursão pelo campo do Direito Penal.
“Escreveu também a “História do capitão do navio”, a “História das três moças que queriam casar com um só moço”, a história de“ Zezinho e Mariquinha”, “ A vingança do sultão”, “ Descrições da Paraíba” entre outras, e lhe são concedidas "martelo agalopado", um dos gêneros da cantoria, e outras inovações formais na poesia popular.
Trecho de "E tudo vem a ser nada"
Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada
Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade
Ali só reina bondade
Nesse mortal orgulhoso
Quer se fazer caprichoso Vive de venta inchada
Sua cara empantufada
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada
Vemos um rico pomposo
Afetando gravidade
Ali só reina bondade
Nesse mortal orgulhoso
Quer se fazer caprichoso Vive de venta inchada
Sua cara empantufada
Só apresenta denodos
Tem esses inchaços todos
E tudo vem a ser nada
Fontes de pesquisa:
. Wikipédia
.http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/SilvinoPiraua/silvinoPiraua_biografia.html
. Wikipédia
.http://www.casaruibarbosa.gov.br/cordel/SilvinoPiraua/silvinoPiraua_biografia.html
.Enciclopédia Barsa

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