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| Oswald de Andrade |
José Oswald de Souza Andrade. Nasceu em 11 de janeiro de 1890, em São Paulo e era filho único. Era romancista e dramaturgo. Filho de uma família rica. Estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e depois em 1912 viaja à Europa, e conhece vários países. Em Paris, entra em contato com o futurismo.
De volta ao Brasil participa das reuniões da Vila Kirial e conhece o artista plástico Lasar Segall. Escreve “A recusa”, drama em três atos, e volta a escrever no “O Piralho”. Em 1917, conhece Mário de Andrade e defende Anita Malfatti de uma crítica devastadora de Monteiro Lobato. Ao lado deles e de outros. Organiza-se a semana da Arte Moderna.
Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Faz conferência, em 18 de setembro, comemorativa ao centenário da Bandeira Nacional. É um dos participantes do grupo da revista “Klaxon”, onde colabora. Integra o grupo dos cinco com Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia.
Em 1924 publica no jornal, Correio da Manhã, o manifesta da poesia Pau Brasil, no ano seguinte, com alterações esse manifesto abria o seu livro de poesias "Pau Brasil".
Em 1926, Oswald se casa com Tarsila do Amaral tornando-se o casal mais importante das artes brasileiras. Sendo carinhosamente apelidados, por Mário de Andrade como "Tarsiwald". Mais tarde separa-se de Tarsila, casa-se novamente e morre em 1954.
OBRAS
Humor:
Revista “O Pirralho” — crônicas em português macarrônico sob o pseudônimo de Anniball Scipione (1912 — 1917)Poesia:
Pau-Brasil (1925)
Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927)
Cântico dos cânticos para flauta e violão (1945)
O escaravelho de ouro (1946)Romance:
A trilogia do exílio: I Os condenados, II —A estrela de absinto, III — A escada vermelha (1922-1934)
Memórias sentimentais de João Miramar (1924)
Serafim Ponte Grande (1933)
Marco Zero: I - A revolução melancólica, II — Chão (1943).
Memórias: Um homem sem profissão (1954)Teatro:
A recusa (1913)
Théâtre Brésilien — Mon coeur balance e Leur Âme (1916) (com Guilherme de Almeida)
O homem e o cavalo (1934)
A morta (1937);
O rei da vela (1937).
O rei floquinhos (1953)
Manifestos:
Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924)
Manifesto Antropófago (1928)
Manifesto Ordem e Progresso (1931)
Teses, artigos e conferências publicadas:
O meu poeta futurista (1921)
A Arcádia e a Inconfidência (1945)
A sátira na poesia brasileira (1945)
Versões e adaptações:
Filme “O homem do Pau-Brasil”, de Joaquim Pedro de Andrade, baseado na vida de Oswald de Andrade (1980)
Filme “Oswaldinianas”. Formado por cinco episódios, dirigidos por Julio Bressane, Lucia Murat, Roberto Moreira, Inácio Zatz, Ricardo Dias e Rogério Sganzerla (1992)Publicações póstumas:
A utopia antropofágica – Globo
Ponta de lança – Globo
O rei da vela – Globo
Pau Brasil – Obras completas – Globo
O santeiro do mangue e outros poemas – Globo
Obras completas – Um homem sem profissão – Memórias e confissões sob as ordens de mamãe – Globo
Telefonema – Globo
Dicionário de bolso – Globo
O perfeito cozinheiro das almas desse mundo – Globo
Os condenados – A trilogia do exílio – Globo
Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade – Globo
Os dentes do dragão – Globo
Mon coeur balance – Le Âme - Globo
Uma das poesias de Oswald foi o
Canto de regresso à pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo
Fontes:
Barsa: Andrade, Oswald