Considerado um dos nomes mais conhecidos da literatura de cordel doNordeste brasileiro, José Costa Leite nasceu em Sapé, no estado da Paraíba, no dia 27 de julho de 1927.
Mora, há bastante tempo, em Condado, município da Zona da Mata de Pernambuco.
É um dos mais importantes e conceituados xilógrafos ou gravuristas do Brasil, dono de uma técnica apurada e de estilo muito pessoal.
Utilizando a sua quicé ou caxirenguengue (uma faca velha, imprestável e/ou sem cabo) na madeira do cajá – árvore da família das Anacardiáceas (Spondias lútea L), de textura mole, fácil de ser trabalhada e abundante na região nordestina - cria inúmeras xilogravuras, que ilustram as capas dos seus folhetos.
O antigo Instituto do Açúcar e do Álcool publicou, em 1972, um álbum com 21 xilogravuras de sua autoria, coletadas pelo folclorista Evandro Rabello, alusivas aos mais variados meios de transporte usados na zona canavieira do Nordeste, no passado e no presente: o carro de boi, a charrete, o caminhão, o trem, o cabriolé (espécie de carruagem) que antigamente conduzia a família do senhor de engenho, a rede, o cavalo, o trator.
José Costa Leite começou a escrever poesia popular aos 20 anos, possuindo atualmente mais de 500 folhetos. Sua arte, além de ter sido exposta em diversos estados brasileiros, é também conhecida internacionalmente, através de exposições realizadas em Nova Iorque, nos Estados Unidos e em Santiago, no Chile.
Em dezembro de 2006, José Costa Leite recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, junto com o Clube de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite e a artista circense Índia Morena (Margarida Pereira de Alcântara).
A Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco, possui no seu acervo uma grande coleção de folhetos de sua autoria.
Fontes:

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